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Buscando, acolhendo e nutrindo os discípulos e discípulas do Senhor Jesus Cristo

 IPJG - TV  Boletim dominical da IPJG Campinas

 

 

 

 

 

Campinas,  20 de Julho de 2014

 

 

Hora de Lutar, de Socorrer e de Escolher.

Reflexões em Gênesis 14.

 

                Vivemos num mundo violento e não estamos isentos de sua violência. Todos os dias somos informados sobre agressões e loucuras que ceifam a paz e a vida de pessoas próximas e distantes de nós.

                A Primeira Guerra Mundial (A Grande Guerra), que completou 100 anos de seu início a alguns dias, nos mostra o quanto a humanidade é capaz de selvageria e impiedade. Especialmente triste é esta história quando pensamos que as nações que a lutaram foram predominantemente “Cristãs”, embora tenham deixado os fundamentos da fé para adotarem uma filosofia humanista.

                Quando lemos o capítulo 14 de Gênesis encontramos a descrição de um amplo conflito regional que durou aproximadamente dois anos. Ali vemos que Abrão coloca em risco a sua vida, a vida de pessoas de sua confiança e seus bens para resgatar seu sobrinho Ló, a quem ele muito amava. Se pensasse apenas em seus interesses ele poderia ter evitado participar daquela luta, mas para socorrer seu parente ele se engajou nela.

                Entendo que neste episódio Abrão, profeticamente, figura o Salvador Jesus Cristo, que entregou a sua vida para nos resgatar de uma guerra perdida contra o pecado, como nos diz o apóstolo Paulo: “8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5).

                Abrão nos ensina que há razões pelas quais devemos lutar e não podemos nos omitir.  Ele enfrenta e vence inimigos poderosos, pois ele confia n’Aquele que o chamou, o “Deus Altíssimo”.  

                Quando está voltando para sua tenda em Hebrom, Abrão é procurado por dois reis que lhe apresentam duas propostas. Melquisedeque o abençoa em uma refeição profética com pão e vinho – Jesus escolheria estes dois elementos como símbolos seus dois mil anos depois para que seus discípulos celebrassem a sua morte e sua Parousia (retorno glorioso), e lembra-lhe de sua vocação no mundo de Deus. Abrão adora o “Deus Altíssimo” na forma de dízimo.  O rei de Sodoma também o procura e lhe cobra as pessoas de sua cidade que foram resgatadas e lhe propõe que fique com os “bens”, o que Abrão não aceita, pois ele não quer se associar a um homem ímpio que não deseja viver em comunhão com o “Deus Altíssimo”. Abrão era riquíssimo, mas não era escravo de sua riqueza. Ele está interessado em seguir os planos de Deus para a sua vida como Melquisedeque o lembrou.

                O profeta e rei Davi, dirá mil anos depois deste acontecimento, num salmo messiânico que Melquisedeque era figura do Salvador, Jesus, o Cristo, que vence todas as batalhas, Salmo 110.

                O Autor de Hebreus também fala sobre isso quando diz: “...1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, 2 para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente.” (Hb 6)

                Todos os discípulos do Senhor Jesus estão engajados numa luta da qual não se pode fugir. Uma peleja “santa e divinal”. Em meio às lutas da fé em Cristo amparamos e socorremos uns aos outros. Diante das circunstâncias e das encruzilhadas que defrontamos o “Deus Altíssimo” nos aponta o caminho a seguir e nos encoraja a por ele andar.

 

                Na escola da fé, Fernando Arantes, pastor.

 

 

 

 

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