|
Herdando a Reforma Da Missão de Genebra ao Brasil Até a IPJG Geraldo
Marcos Bueno Valim (apresentado
na Escola dominical dia 30/10/2005) Embora a implantação do presbiterianismo, de uma forma mais
permanente, tenha de fato se iniciado no século 19, o Brasil já conhecera a
presença de calvinistas na época colonial, em duas ocasiões: na invasão
francesa, entre 1555 e 1560, e na invasão holandesa, entre 1630 e 1654. Em nenhum dos dois casos, entretanto,
permaneceram marcas do calvinismo em nossa terra. Na realidade, essas duas
tentativas acabaram por tornar-se mais um empecilho do que um auxilio, pois
ficou um preconceito histórico: o protestantismo passou a ser considerado uma
religião de invasores estrangeiros, e o catolicismo como uma identidade
nacional. Assim, isso colaborou para o “fechamento” do país a reforma
protestante. O instrumento que Deus usou para
iniciar a “abertura” do país a reforma foi Napoleão Bonaparte. Sua política
imperialista levou a invasão de Portugal, e forçou a corte portuguesa a fugir
para o Brasil, chegando o Príncipe Regente, D.João, a Salvador em 24 de
janeiro de 1808. Isso só foi possível com a colaboração da Inglaterra, que na
época dominava os mares, e colocou o nosso comércio na dependência dos
britânicos. Prova disso foi que a primeira medida de D. João foi declarar a
“abertura dos portos” às nações amigas (entende-se, a Inglaterra). E por influência da Inglaterra, foi
incluído no artigo XII do Tratado de Comércio assinado em 19 de fevereiro de
1810, o seguinte: “Sua Alteza Real, o
Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome e no de
seus herdeiros e sucessores a que os vassalos de Sua Majestade Britânica
residentes em seus territórios e domínios não serão perturbados, inquietados,
perseguidos ou molestados por causa
de sua Religião, mas, antes terão perfeita liberdade de consciência e licença
para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra ao Todo-Poderoso Deus;
quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas particulares Igrejas e
Capelas que Sua Alteza Real agora e para sempre graciosamente lhes concede a
permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios e conquista,
contanto que as sobreditas capelas sejam construídas de tal maneira que
exteriormente se assemelhem a casas de habitação e também que o uso de sinos
não lhes seja permitido”. A
porta estava aberta. Era só uma fresta, pois os cultos eram em inglês, no
Brasil, mas não para os brasileiros, mas foi o suficiente. Um ano antes, a
Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (fundada em 1804), havia publicado
a Bíblia em português, tendo como publico alvo os refugiados portugueses, que
fugiam de Napoleão. Essa mesma Bíblia começou a ser enviada ao Brasil em
1814, quando começou a distribuição de Bíblias aos passageiros de língua portuguesa
a bordo de navios que deixavam Lisboa ou portos ingleses com destino ao
Brasil. A partir de 1818 começou a distribuição de Bíblias no Brasil
propriamente dito, pelas sociedades bíblicas Britânica e Americana. Havia
Bíblias, havia igrejas de fala inglesa e de fala alemã, mas não havia uma Igreja
organizada para brasileiros. A primeira igreja protestante para
os brasileiros e que se destinava a evangelização de brasileiros, católicos
ou não, começou com o trabalho missionário de Robert Reid Kalley, um médico
escocês, presbiteriano, mas em missão independente da Igreja da Escócia. Este,
anteriormente, exercera a medicina na Ilha da Madeira, e simultaneamente
pregara a fé protestante. Após algum tempo, ele foi vítima de perseguição por
motivos religiosos, e veio ao Brasil, chegando em 10 de maio de 1855, estabelecendo-se em Petrópolis. E em 11 de
Julho de 1858, já no Rio de Janeiro, o Doutor Kalley batizou o primeiro
brasileiro. Esse dia é considerado como o da fundação da Igreja Evangélica
Fluminense, a primeira comunidade protestante do Brasil. O primeiro rol de
membros era de 14 pessoas: o Dr. Kalley e sua esposa, Sarah, três
norte-americanos, oito portugueses, e um
brasileiro. Um aspecto muito importante da
presença do Dr. Kalley para o início da obra presbiteriana que ainda viria,
foi o de consolidar a fundamentação jurídica para a pregação protestante, o
que ele fez através de consultas a grandes juristas brasileiros, e assim
fixando as bases legais para a proteção do culto protestante no país. Em virtude
disso, quando Simonton chegou, já estava amparado por doutrina legal
defendida por eminentes juristas. Além disso, o campo católico
estava dividido. Uma corrente era denominada de jansenista, e a outra de ultramontana.
Jansenistas eram os católicos que seguiam os ensinos de Cornelius
Jansen (1585-1638), que dizia que, sem uma graça especial de Deus, o
cumprimento de seus mandamentos era impossível ao homem, e que a operação da
graça era irresistível. Esse campo tendia a apoiar os missionários. Já o
campo ultramontanista
favorecia a concentração de poder na cúria papal, em detrimento das dioceses
e igrejas locais, que não podiam decidir nada sozinhas, e colocava a tradição
acima das escrituras. No Brasil havia muitos jansenistas, mas em 1864, com a
bula “Syllabus”, do Papa Pio IX, a
situação começou a mudar. Os ultramontanos eram opositores ferrenhos dos
missionários. Ashbel Green Simonton era um jovem
pastor presbiteriano, o pioneiro das missões presbiterianas no Brasil. Ele
era natural da Pensilvânia, e, com 17 anos, sentiu o chamado de Deus ao
ministério. Abandonou a idéia de ser
advogado, ingressando no Seminário de Princeton, em New Jersey. Em 12 de Agosto de 1859 ele desembarcou no
Rio de Janeiro. Tinha então 26 anos. Era jovem, mas mostrou-se à altura do
desafio. Oito meses após sua chegada, organizou a primeira Escola Dominical
do Brasil, com cinco crianças. Foi o fundador da primeira Igreja
Presbiteriana em solo brasileiro, oficialmente em 15 de maio de 1863, mas com
pregações desde 1de maio de 1861, e com celebração da Ceia do Senhor em 12 de
janeiro de 1862. Em 1864 ele iniciou um jornal evangélico, a “Imprensa
Evangélica”. Em 16 de dezembro de 1865 organizou o primeiro presbitério do
Brasil, o Presbitério do Rio de Janeiro, que apesar do nome, foi organizado
em São Paulo, com três igrejas: Rio, São Paulo e Brotas. Sob sua liderança se organizou o primeiro
seminário, em 1867.Morreu jovem, em 9 de dezembro de 1867, pouco antes de
completar 37 anos, em São Paulo, onde está sepultado. Simonton não trabalhou sozinho. Em
26 de abril de 1860 chegou ao Brasil o Rev. Alexander L. Blackford, cunhado
de Simonton, e fundador da primeira igreja presbiteriana em São Paulo, em 5
de março de 1865. Outros missionários vieram, como, por exemplo, George W. Chamberlein,
que em 1870 fundou a Escola Americana, mais tarde chamada de Mackenzie. Ao lado dos missionários americanos, foram
sendo ordenados pastores brasileiros. O primeiro deles foi o Reverendo José
Manuel da Conceição, o chamado “padre protestante”. Tratava-se de um padre
católico que, em 1864, fez sua profissão de fé em São Paulo, e em 16 de
Dezembro de 1865 foi o primeiro brasileiro ordenado pastor. Enquanto isso tudo se desenrolava
aqui, os Estados Unidos estavam em guerra. Em 1861 iniciou-se a Guerra da
Secessão, uma sangrenta guerra civil que perdurou até 1865. A guerra dividiu
o país, e dividiu também a Igreja Presbiteriana, em uma divisão que
permaneceu até 1983, quando as igrejas do norte e do sul voltaram a se unir.
Simonton e os missionários que vieram em seu apoio tinham seu relacionamento
com a igreja do norte. E foi o norte que venceu a guerra, o que levou parte
da população do sul a considerar a imigração. Um desses grupos veio para Santa
Bárbara, próxima a Campinas, tendo entre eles pastores, que solicitaram o
envio de missionários para a região. Foi assim que o Comitê de Missões da
igreja do sul, sediado em Nashville, decidiu enviar a Campinas dois
missionários: Eduardo Lane e George Morton. Chegaram à região em 1869. Ambos
cooperaram um com o outro, mas tiveram ênfases diferentes em seus
ministérios. Morton destacou-se como educador, e Lane como evangelista e
pregador. Em 10 de julho de 1870 foi por eles fundada a Primeira Igreja
Presbiteriana de Campinas (hoje a Primeira IPI). Já haviam fundado uma escola
noturna, com a idéia de ganhar conversos pela educação, e em 1873 fundaram o
Colégio Internacional, que ficou sob os cuidados mais diretos de George
Morton. Esse colégio foi bem sucedido, e era uma referência no ensino, e
perdurou em Campinas até 1892, quando se mudou para Lavras, em M.G., fugindo
da epidemia de febre amarela em Campinas. Lá deu origem ao Instituto Gammon,
e a Universidade Federal de Lavras, essa apartir do Colégio Agrícola ali
fundado. O Reverendo Lane pregou o Evangelho
em Campinas e em toda região Mogiana. Visitou, em lombo de cavalos, ou no
lombo de seu burrinho branco, que Mildred Welch, em sua biografia de Eduardo
Lane, diz que ele chamava de “irmão missionário”, cidades como São João da
Boa Vista, Itatiba, Bragança, Santa Bárbara, Capivari, Tatuí, Tietê,
Botucatu, Pinhal, Amparo, Serra Negra, e outras. Ainda conseguiu tempo para
ser o primeiro presidente da diretoria do Seminário. O trabalho era muito difícil. Simonton
mesmo já havia passado em Campinas, e escreveu em seu diário, na entrada
datada de três de março de 1861: “Sinto-me,
mais que nunca, profundamente convencido de que há antagonismo entre o
coração humano e Cristo e seu Evangelho. No catolicismo as próprias verdades
salvadoras que dirigem a alma a Cristo são rejeitadas e substituídas por
afrontas abertas a Sua honra; mas o que mais me impressiona é que os
estrangeiros estabelecidos aqui e nominalmente protestantes rejeitam e
descrêm do Evangelho. Deus existe e Sua lei deve ser obedecida tão bem quanto
possamos, mas a divindade de Cristo, a expiação e a salvação são
universalmente negadas. Nada se pode esperar para o Brasil dos estrangeiros
que agora se mesclam com seus habitantes. Uma descrença não razoável,
impensada e rasa infeccionou todos eles”. Não havia muito auxilio local! Mesmo com grandes dificuldades o
trabalho prosperou. Em 1874, na Rua Dr. Quirino foi construído o edifício do
Colégio Internacional; em 1878 foi construído o templo da igreja. No âmbito nacional o trabalho também progredia.
E no Sínodo de 1888 ocorreu o que só ocorreria nos EUA em 1983: as igrejas do
norte e do sul uniram os seus trabalhos missionários. E esse Sínodo fez algo
muito importante na História da Igreja, e em particular para a história da
IPJG: em 8 de setembro de 1888 criou o Seminário, que começou a funcionar em
1892, na cidade de Nova Friburgo, RJ. Em janeiro de 1907 o Seminário veio
transferido de São Paulo (para onde havia sido transferido em 1895) para
Campinas, para as instalações do antigo Colégio internacional. Mas a crise chegou, e em 1903 a
Igreja Presbiteriana dividiu-se. A discórdia foi o que mais tarde se chamou
de “ o problema dos três M”: Maçonaria, Mackenzie e Missionários. O grupo
dissidente, liderado pelo Reverendo Eduardo Carlos Pereira, pastor da Primeira
Igreja de São Paulo, considerava a maçonaria incompatível com a fé cristã,
enquanto que os demais consideravam o assunto como questão de consciência; os
dissidentes queriam que o Mackenzie só aceitasse os filhos dos crentes, com o
que os demais não concordavam, e, por fim, não queriam a participação dos
missionários nas decisões dos concílios da Igreja. Esse conjunto levou ao surgimento da IPI. Em Campinas havia um pastor que
estava afastado do pastorado por ser professor do Ginásio do Estado, e que
não estava regularizado perante o Presbitério, o Reverendo Bento Ferraz. O pastor titular desde 1894 era o
Reverendo Flamínio Rodrigues, que por razões pessoais, na ocasião do cisma,
estava em Descalvado. O Reverendo
Bento Ferraz tomou a iniciativa e reuniu o conselho, que decidiu aderir a
IPI. O Reverendo Flamínio Rodrigues, então, fez publicar anúncio no jornal,
convocando os crentes a comparecerem ao Colégio Internacional, local do
futuro Seminário em Campinas, para o culto. Responderam ao anúncio, e
compareceram ao Colégio, sete mulheres. Foi o início da Igreja Central, a
IPCAMP. Foi a primeira igreja em Campinas a começar no Seminário, mas não
seria a última! O Seminário funcionou na Rua Dr.
Quirino até 7 de setembro de 1949, quando foi transferido para a Av. Brasil, 1200, no bairro Guanabara. O
Jardim Guanabara em 1949 era um bairro afastado, em início de seu
desenvolvimento. O seminário era cercado de pastos e de eucaliptos, e não
havia casas próximas, com a exceção da casa da missão de N.Y., única no
quarteirão. Havia umas casas velhas
na Rua D.Pedro I, e outro núcleo na Rua Ester Nogueira. Foram esses núcleos que motivaram o
residente da casa da missão, o missionário e professor do seminário, o
Reverendo Philipe Landes, a iniciar uma escola dominical às 15 horas dos
domingos, nas dependências do seminário. O trabalho prosperou, inclusive, a
aparecer nos boletins da Igreja Presbiteriana Central, então sob o pastorado
do Reverendo Américo Ribeiro. Em 1952 um fato muito importante
aconteceu. O Reverendo Júlio Andrade Ferreira veio para assumir a cátedra de
Teologia Sistemática do seminário, e passou a residir na casa de esquina da
rua Frei Antonio de Pádua com a Avenida Brasil, construída pela missão de
Nashville.Logo ele e D. Alzira começaram a colaborar com o trabalho,
substituindo o Reverendo Landes, impedido por outros compromissos. Nesta
ocasião ouve uma tentativa de ampliar o trabalho, com a realização de cultos à
noite, mas a Igreja Central não deu a autorização. Isso se explica pelo fato de
o número de membros da Igreja Central ser de 415 adultos, e a Igreja estava
com planos de construir um novo Templo, em estilo gótico, bem localizado, mas
caro. Como o Jardim Guanabara estava desenvolvendo-se bem, havia um número
significativo desses membros morando ali, e uma congregação enfraqueceria o
esforço da comunidade. Em 1956 a pressão foi grande e os
cultos à noite, com a celebração periódica da Ceia do Senhor, se iniciaram. A
escola dominical se expandiu, com classes para todas as idades, e até um
culto as quintas a noite foi iniciado, a cargo dos seminaristas. O trabalho
prosperava, contando com a colaboração de três mulheres que muito
contribuíram nas visitações e comunhão: D. Alzira Valim Ferreira, D.Abadia
Boaventura, e D.Ita Coelho. O número de famílias na região foi
aumentando, e formou-se, na Igreja Central, um departamento da SAF, chamado
de Dorcas, só de moradoras do
bairro Jardim Guanabara, em um total de dezoito senhoras. Após uma recusa
inicial, o Conselho da Igreja Central concordou com a organização de uma SAF
independente, organizada como SAF do Jardim Guanabara. Já na organização o
número de senhoras havia subido para 23! O entusiasmo era grande. Em seguida
organizaram-se a UPH e a UMP. O Reverendo Júlio Andrade Ferreira era o pastor,
conselheiro da mocidade, e o mentor da futura Igreja. Estávamos às vésperas
do ano do centenário da Igreja Presbiteriana do Brasil, daquele que seria “um ano de gratidão por um século de
bênçãos”. Foi de gratidão, mas recebemos uma grande benção: em 1959 foi organizada a IPJG! Em reunião do Presbitério de
Campinas, que ocorreu na cidade de Santa Bárbara, em janeiro de 1959, foi
aprovada a organização da IPJG, que ocorreu de modo oficial no dia 22 de
fevereiro de 1959. O pastor convidado foi o Reverendo Júlio, que de mentor
passou a primeiro pastor da IPJG; foi eleito o conselho, com quatro
presbíteros: Gastão Homem de Mello, Neander de Campos Kerr, Hélio Ferreira e
Oscar Grun dos Santos. Foram também eleitos três diáconos: Adonias Fernandes
de Souza, José Ovídio de Almeida e Avelar Pereira Boaventura. O Reverendo Júlio tinha muitas
tarefas no Seminário, e havia a real necessidade de um pastor de tempo
integral. Foi convidado o pastor de São Miguel Paulista, o Reverendo Ari
Barbosa Martins, que assumiu o pastorado em 23 de setembro de 1959, como o
primeiro pastor de tempo integral para a igreja. Em maio de 1960, foi comprado um
terreno, na esquina da Rua Ester nogueira com a Rua Frei Manuel da
Ressurreição, para ser o local do futuro templo. Foram necessários
empréstimos bancários e pessoais, e o terreno não era o ideal, mas era o
possível. Em dezembro desse ano a Igreja
assume a sua primeira congregação, a de Valinhos, na época com 15 membros. Em 1962 o terreno que o Senhor
havia preparado aparece, na R. Barbosa da Cunha, 562. O terreno da rua Ester
Nogueira é vendido para a compra desse outro, aonde o templo seria de fato
construído. Esse templo tinha para a congregação, que em 1963 já chegava a
mais de 200 membros, um valor simbólico: representaria a saída da igreja da
tutela do Seminário, sendo como que um “atestado de maioridade” para a
comunidade. Com
vistas a essa sonhada maioridade, em 1964, o Conselho da IPJG decidiu
promover eleição para pastor. O Presbitério de Campinas então designou o Reverendo
Armando Amorim para “pastorear esta igreja e providenciar a eleição de um
pastor efetivo para o novo exercício”.Em 14 de novembro de 1965 a igreja
elege o Reverendo Joás Dias de Araújo, que na ocasião se encontra na
Venezuela, O reverendo Joás foi empossado em 23 de Janeiro de 1966. A planta
do novo templo já estava pronta e havia sido encaminhada ao presbitério antes
da posse do pastor eleito. Mas foi sob sua liderança que o templo começou a
ser erguido. A obra seria realizada sem campanhas. O Conselho decidiu que as
finanças da igreja seriam centralizadas na tesouraria, e as contribuições
seriam fundamentadas nos dízimos dos membros da igreja. Em agosto de 1967 a
laje sobre a parte térrea do salão estava pronta, e a primeira reunião da
igreja no novo endereço aconteceu com uma palestra do Dr. Mário Bueno, sobre
“a criança e o lar”. Em meados de 1968 o salão foi coberto, e as providencias
foram sendo tomadas: bancos foram adquiridos, um órgão elétrico
providenciado, o acesso ao salão melhorado, e outras mais. No dia 29 de setembro de 1968, o culto das 18
horas iniciou-se no salão do Seminário, e foi concluído no salão da igreja,
na Rua Barbosa da Cunha. Toda a congregação fez o percurso a pé, do Seminário
ate a Igreja, passando para as novas instalações ainda inacabadas, Esse dia
ficou conhecido como o dia da
passagem. Estava atingida a maioridade. Bibliografia: História do Brasil, Ed.
Melhoramentos, 1960. Autor: Rocha Pombo. Diário de A.G. Simonton, Casa
Editora Presbiteriana, 1982. Monografia Histórica de Campinas,
IBGE, 1952. Artigo do Rev. JAF. Os Pioneiros, Ed. Cultura Cristã,
2004, Autor: Alderi S. Matos. História da Evangelização do
Brasil, Ultimato Ed., E.M.L. César. Religião no Brasil, LPC
Publicações, 1992. Autor: Júlio A. Ferreira. A Tradição Reformada, Ed. Pendão
Real, 1996. Autor: J. H. Leith. Ide Por Todo Mundo, CMU, 1996.
Autor: Marcus Albino. Protestantismo no Brasil
Monárquico, Ed. Pioneira, 1973. a.: B. Ribeiro. Annaes da 1 Egreja Presbyteriana
de S.P.1938.- Autor: V.T. Lessa. Uma Igreja Nascente e Crescente.
1979. Autor: JAF. |