|
|
Rev.
Nelson de Oliveira e Souza (12-04- |
|
Nelson de Oliveira e Souza nasceu
aos doze dias do mês de abril de 1915, na cidade de Jaú (SP). Era filho de Flamínio
de Oliveira e Souza e Maria Rosseti. Foi batizado
em 05 de setembro de 1915 na IPB de Jaú, pelo Rev. Herculano de Gouveia. Fez
profissão de fé em 31 de dezembro de 1933 na mesma igreja em que foi
batizado. Estudou no Seminário Presbiteriano do Sul do Brasil em Campinas, e
foi ordenado pastor pelo Presbitério Oeste de São Paulo em 15 de janeiro de
1939. Em 21 de junho de Em setembro de 1946 ausentou-se de
sua igreja por motivo de enfermidade, e pediu substituto, com plena
concordância do Concílio. Transferiu-se para o presbitério de
Campinas em 09 de agosto de 1957. Na ocasião, o Presbitério do Sul de Minas
agradeceu ao nobre servo de Deus sua excelente cooperação como
pastor-evangelista da Igreja de Lambarí. Em fevereiro de 1953 conheceu a jovem
Ydê Coelho Martins, com quem se casou na IPB de
Serra Negra em 07 de outubro de 1953. Da união nasceram 5
filhos: Nelide (in memorian),
Priscilla, Lílian, Celso e Silas. Em 1954 foi designado pelo
Presbitério de Campinas (SP), pastor-evangelista da cidade de Serra Negra
(SP). O Rev. Nelson iniciou o trabalho Em 22 de janeiro de 1969 foi
designado pastor das IPBs de Monte Mor (SP) e
Hortolândia (SP). Foi eleito membro da Comissão do
Estado Religioso do Concílio em 19 de janeiro de 1970. Em 10 de janeiro de
1974 obteve licença para tratamento de saúde e em 1976 aposentou-se por
motivo de doença. Aposentado, dedicou-se a sua família
e aos cuidados de sua filha Nelide, que tinha
problemas de saúde. Exerceu uma influência poderosa na vida dos filhos e
netos, de tal maneira que alguns estão no ministério de tempo integral e os
outros estão todos firmes nos caminhos de Deus. Foi chamado ao quartel-general para
receber as merecidas condecorações em 17 de julho de 2010, aos 95 anos,
deixando saudosa recordação nos corações de todos que o conheciam. Testemunho da esposa Eu,
como esposa, fiz o que podia para ajudá-lo no ministério. Deus me ajudou
muito na convivência com ele. Ele era “durão” comigo e com os filhos. Não foi
nada fácil, mas Deus me deu “graça” até o fim. Aos 90 anos fraturou a perna e não
andou mais. Lia a Bíblia o dia todo. A Bíblia era sua companheira constante.
Dormia sentado com a Bíblia aberta no colo. Nesse tempo Deus foi moldando a
sua vida completamente. Ele sempre foi um homem provedor para
a família. Tinha um carinho especial pela saúde de todos. Nesse tempo de enfermidade, ele se
tornou uma pessoa amável, tratando os filhos com carinho, conversava com
eles. Saudava-os com: “Oi, Beleza”! A mim, esposa, ele pediu muito perdão
e perguntou-me: - Você não reclama? Ao que respondi:
- Não! A dedicação e o amor que tive e tenho por você serão até o fim. Ele foi transformado por Deus. Ele me
disse: - Se não fosse você, que seria de mim? Onde estaria hoje? A minha eterna gratidão ao Pr. Bezaleel e sua esposa Quitéria (I.P.
Jd. Guanabara – Campinas (SP), pela assistência que deram ao Nelson.
Visitavam-no sempre e oravam por ele. Pr. Bezaleel
trazia com ele as Senhoras da SAF da igreja e fazia um culto aqui Eu Ydê, e
os filhos: Priscilla, Lílian, Celso, Silas e Nelide
(in memorian), agradecemos pela vida e testemunho do pai. A
saudade é muito grande. Em Cristo, Ydê Coelho
e Souza. Uma pequena
semente que virou árvore. A história da IPB de Serra Negra – SP Era
final de No salão alugado, o Rev. Nelson de
Souza celebrou, numa das primeiras reuniões, as núpcias dos irmãos em Cristo,
Saulo Vieira e Joana. O trabalho prosseguiu sem interrupções e contando com a
colaboração de não poucos servos de Deus, presbiterianos que vinham a Serra
Negra. Vários seminaristas estiveram presentes e deram a sua cooperação.
Certa vez uma caravana de seminaristas veio e realizou um trabalho em praça
pública. Naqueles saudosos tempos o irmão Saulo Vieira, que possuía um Ford
29, ajudava no transporte de cadeiras. O grupo precisava de um imóvel
próprio. A provisão divina manifestou-se através da bondade do irmão Benedito
Freire Napoleão, que doou uma propriedade a esse grupo incipiente de
presbiterianos. A propriedade situava-se à Rua João Pessoa e media: Deus também providenciou uma
organista, a irmã Ydê C. e Souza, esposa do Rev.
Nelson, que serviu fielmente ao Senhor naquele posto durante 16 anos,
executando belíssimos hinos, até que a família do Rev. Nelson se mudou para
um novo ministério em princípio de 1968. Com a provisão dos recursos, o grupo
mudou-se para a construção adaptada da Praça João Pessoa. O Rev. Nelson,
responsável por pastorear aquele rebanho realizava os trabalhos aos domingos
e quartas feiras, à parte de qualquer remuneração, mais tarde, mudando-se por
motivos de saúde e financeiros, para um sítio no mesmo município. Nunca
deixou de estar presente e atuar nos cultos regulares. Depois da saída do Rev. Nelson,
outros continuaram a obra, novos vieram e, com a cooperação dos últimos, como
dos primeiros, a pequena semente cresceu, tornou-se uma frondosa árvore. A cidade cresceu, a propriedade
valorizou muito. Parabenizamos o Presbitério de Campinas pela excelente permuta da antiga propriedade por um novo prédio,
construído especialmente para a igreja, mais amplo, confortável e moderno. Rogamos instantemente a Deus para que
cada ramo (membro) da Igreja Presbiteriana de Serra Negra seja como aquelas
“varas que dão fruto”, segundo a parábola do Mestre. Possa o orvalhar do Espírito Santo,
ser aspergido cada manhã sobre elas, fazê-las
crescer, florescer e frutificar para a obra de Deus. “Bendito o que vem em nome do Senhor”
(Salmos 118:26).
Rev. Nelson de Oliveira e Souza. P.S.
Rev. Nelson, quando pastor Poesia
predileta Eu me
lembro, Eu me
lembro; Era
pequeno, brincava na praia O mar
bramia... E
erguendo o dorso altivo, Sacudia
a branca espuma para o céu sereno. E eu
disse a minha mãe neste momento: “ Que dura orquestra! Que furor insano! Que
pode haver maior do que o oceano?” Minha
mãe, a sorrir, olhou pro mar, olhou para os céus e
respondeu: “Um Ser que nós não vemos, É maior
do que o mar que tememos, É mais
forte do que o tufão, mais forte que o vento, Meu
filho... É Deus”. |
|
![]()